Comunicação com os Pais Durante o Confinamento

Independentemente daquelas que são as normas propostas pelas entidades superiores penso que temos, enquanto educadores de infância, uma responsabilidade para com as crianças (e consequentemente famílias) que de um dia para o outro se viram privadas de continuar a frequentar as suas creches e jardins-de-infância.

Ora, podemos ou não ser pagos, pode ou não ter sido imposto que se interrompam as atividades letivas e até, em alguns casos, as não letivas mas eu questiono-me: e as crianças que, mais uma vez, de um dia para o outro ficaram privadas de ir às suas creches e jardins-de-infância?

Agrava-se a este cenário imprevisto e de difícil gestão emocional para os mais pequenos, o facto de os “crescidos” à sua volta terem a TV muitas vezes ligadas onde as palavras mais ouvidas são “Coronavírus” e “mortes”. 

Não podemos, na minha opinião, desresponsabilizar-nos da nossa responsabilidade para com as “nossas” crianças e as suas famílias também elas privadas das suas rotinas e das creches e jardins-de-infância, qual parceiro da educação dos filhos, de um dia para o outro.

E é por isto que, na minha opinião, pela saúde mental de todos devemos continuar a comunicar com as “nossas” crianças.

Temos o dever, acredito, de também continuar a trabalhar com as famílias e apoiá-las naquela que é a sua maior e mais difícil missão destes tempos: educar os filhos durante uma pandemia, em confinamento.

Não quero com isto dizer que devemos enviar trabalhos para os pais fazerem com os filhos e muito menos entupi-los com estratégias para fazer todos os dias da semana quando eles têm, não raras vezes, de continuar a trabalhar (em casa, com os filhos).

Urge o bom senso

Aquele que nos ajudará a equilibrar um contacto saudável mas contínuo com as “nossas” crianças e que os permitirá continuar a encontrar em nós, seus educadores de infância, o refúgio, o sorriso e a relação que todos os dias representamos, independentemente do que se passa “lá fora”.

As crianças beneficiam mantendo o contacto com os seus pares, bem como da continuidade educativa estabelecida entre pais e educadores (muito para além das aprendizagens…  as rotinas e estímulos são, na minha opinião, fundamentais).

Por outro lado, as famílias estão em teletrabalho e não de férias.

É por isto que esta interrupção não pode ser levemente encarada à semelhança das outras interrupções letivas.

Os pais precisam de estratégias para manter as crianças estimuladas/concentradas em atividades significativas (manter a atividade física).

Sugiro algumas dicas que no passado confinamento se revelaram ser de sucesso para uma comunicação sem exageros ou constrangimentos:

  • Concentre toda a comunicação num só canal – evitar perda de informação, duplicação do seu trabalho e confusão por parte dos pais;
  • Prefira propor atividades recorrendo a materiais/objetos do dia-a-dia
  • Promova o envolvimento acabando as suas partilhas com interrogações. Por ex: O que acham desta canção?
  • Equilibre as propostas de atividades com as sessões online de modo a não sobrecarregar os pais (muitos em teletrabalho);
  • Disponibilize-se para comunicar em privado, ajudando os pais a gerir conflitos, rotinas de alimentação, higiene, etc

Gostava muito de o ajudar a garantir que tudo isto é possível, de forma eficaz, segura e organizada.

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