Educação de Infância e as Redes Sociais “Amigos ou Inimigos” - Redes Sociais

Com o aumento do frenesim das redes sociais, as nossas vidas e comportamentos sofreram alterações significativas. Quase todos nós temos uma conta de Facebook, Instagram, Twitter ou Whatsapp. Usamo-las no nosso dia-a-dia para vermos as notícias, comunicar com amigos, promover eventos ou partilhar fotografias e experiências.

Em resumo: para conectar com o mundo. E não é simplesmente fantástico juntar centenas de gostos numa só publicação? Isto faz-nos sentir como uma estrela por um dia!

Mas e quanto às crianças?

Estaremos certos de quem está a ver as fotografias que partilhamos ou quão longe estas chegam na internet? Enquanto adultos responsáveis pela identidade individual de cada criança, temos o dever de reflectir sobre este tema antes de tomar a decisão de publicar algo relacionado com as crianças nas redes sociais, considerando sempre os riscos e os benefícios. É claramente compreensível que, como educadores de infância, a responsabilidade é claramente acrescida pois, a decisão de publicar algo online poderá ter impactos diretos em dezenas ou centenas de crianças, quer da sala quer de toda a instituição de ensino.

Quais são, então, as vantagens e as desvantagens de partilharmos informação das nossas práticas pedagógicas nas redes sociais?

Redes Sociais – as amigas

As redes sociais são as nossas melhores amigas quando pretendemos partilhar informação útil tais como por exemplo artigos relacionados com educação, saúde e nutrição no início da infância e aumentar a consciêncialização acerca de alguns recursos da criança, família e comunidade. As secções de “comentários” disponíveis nas redes sociais permitem às pessoas discutir as ideias que lhes são apresentadas, trocar dicas úteis ou dar exemplos das suas próprias vidas.

Podem também ser utilizadas como uma ferramenta de comunicação com os pais. Aqui podemos promover eventos futuros ou pedir feedback aos pais acerca de determinadas ideias. Podemos também partilhar planificações, horários das refeições ou fotografias bonitas de atividades mais recentes. Assim, permite-se aos pais ver um pouco do dia dos seus filhos. Contudo, é importante estarmos conscientes de que neste caso as redes sociais podem ser um “amigo” traiçoeiro pois há riscos adjacentes. Quando falamos de plataformas de partilha como o Facebook, o Twitter ou o Whatsapp a privacidade é a chave! Nenhuma destas aplicações online assegura a privacidade dos dados nem respeita as normas impostas pela União Europeia.

Para partilhar fotografias, é essencial a autorização prévia dos encarregados de educação bem como que se faça esta partilha apenas em grupos privados, onde o acesso é cuidadosamente controlado. Lembre-se que mesmo sob estas circunstâncias, a segurança nas plataformas de redes sociais nunca é 100% garantida!

É importante também referir que as redes sociais são uma grande ferramenta de marketing. O nosso grupo alvo (pais de crianças pequenas) incorpora alguns dos membros mais ativos das redes sociais. Quer isto dizer que estas redes sociais vão utilizar as informações por nós partilhadas para campanhas de marketing de outras empresas.

Assim, tendo estas questões em mente, podemos utilizar as redes sociais para promover os programas e projectos escolares, ofertas ou as fantásticas novas tecnologias que estamos a implementar no colégio e que o diferenciam do resto.

Educação de Infância e as Redes Sociais “Amigos ou Inimigos” - Facebook

Redes Sociais – os inimigos

Utilizar as redes sociais é fácil, rápido e aparentemente grátis. Mas será que temos a noção do verdadeiro custo de as utilizar como ferramenta de partilha e informação nos colégios? Ainda que não as paguemos com dinheiro, podemos pagar com algo que é muito mais precioso: privacidade. E é um risco que pode não só colocar-nos a nós em perigo, como a todas as crianças que temos a nosso cuidado.

Por isso, é importante estar consciente que as redes sociais não são só amigas, mas podem também tornar-se uma das nossas maiores inimigas! Já identificámos alguns riscos no que diz respeito a utilizar as redes sociais como uma ferramenta de partilha de informação e fotografias.

Sabemos de facto o que acontece a uma fotografia quando ela é colocada numa rede social? Ter a informação privada ou fotografias da criança “por aí” coloca-as em grande risco quer no presente, quer no futuro. Ainda é muito difícil controlar quem de facto tem acesso à informação partilhada e esta também nunca será totalmente removida, mesmo que a apaguemos! Portanto, é extremamente importante que tenhamos cuidado, pois continua a existir uma grande incerteza no que diz respeito à profundidade das pegadas digitais.

Outro risco é o rapto digital. Se as fotografias que partilharmos caírem nas mãos erradas, algo que não conseguimos controlar, estamos a colocar a identidade das crianças em risco. Várias situações têm sido reportadas em que estranhos roubaram as fotografias online de crianças e as partilharam como se a criança fosse sua.

Esteja atento ao bullying online!

Isto também se relaciona com a falta de certezas de quem poderá ter acesso às fotografias que partilhamos. Estas podem ser roubadas e tornarem-se alvos de piadas cruéis e de cyberbullying. Um exemplo é o famoso grupo de Facebook em que os membros gozavam com “crianças feias”.

Partilhar fotografias e vídeos em direto nas redes sociais, também entrega indiretamente informações acerca da localização das crianças durante o tempo de partilha. Esta prática é altamente arriscada, pois os raptos são um problema extremamente sério e atual.

Para além disso, a nossa presença nas redes sociais torna-nos suscetíveis a impactos indiretos dos comportamentos de risco de empregados, colegas ou clientes. Isto pode levar a que a imagem do colégio seja associada a uma má conduta profissional. Por exemplo, alguém no colégio pode estar a partilhar material que o retrata de forma pouco profissional e controversa. Os próprios pais ou até colégios concorrentes podem escrever comentários negativos online acerca de nós próprios ou até mesmo do colégio. É essencial que estejamos sempre atentos e tentemos evitar isto tanto quanto possível, impondo, por exemplo, regras muito restritas no que diz respeito à presença nas redes sociais.

Educação de Infância e as Redes Sociais “Amigos ou Inimigos” - Mãe e filha a utilizar tablet

Sumário

Como conclusão, as redes sociais são complicadas, mas se usadas de forma correta podem ser uma mais valia se evitarmos expor a identidade individual de cada criança.

Se quisermos evitar todos os problemas e dores de cabeça que as redes sociais nos podem trazer, existem algumas soluções, apresentamos algumas:

  • Obter sempre permissão parental por escrito quando se quer partilhar fotografias ou informação acerca dos seus filhos nas redes sociais
  • Elaboração de uma política de privacidade, incluindo a utilização de redes sociais, a implementar no colégio para que toda a equipa coloque em prática
  • Adopção de ferramentas online que garantam a proteção e privacidade dos dados de acordo com as normas da UE, como por exemplo o ChildDiary.

Por que razão o ChildDiary é uma alternativa segura? Porque garante que todas as informações partilhadas na plataforma são alojadas em servidores exclusivos da Microsoft. Quando um colégio assume um contrato com o ChildDiary, ambas as partes concordam em não usar qualquer informação partilhada na plataforma fora da mesma, ou seja para usos comerciais. Outra forma de garantir a proteção dos dados partilhados nesta ferramenta online é o controle de acesso dado aos diretores de cada colégio. Assim, cada profissional ou até mesmo pai de uma criança só pode aceder ao ChildDiary mediante convite por parte da direção do colégio.

Nesta plataforma, cada utilizador cria a sua password e cabe aos profissionais de educação gerir quem tem acesso à informação partilhada quer sejam fotografias, vídeos, registo das rotinas diárias ou observações do desenvolvimento. Cada criança tem o seu portfólio e a esse só os pais e os profissionais de educação têm acesso, como poderia ser mais privado que isto?!?

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