Quadro Europeu de Competências Digitais para Educadores - ChildDiary

Andei aqui às voltas e voltas sobre o que deveria e não deveria escrever sobre este tema.

O título por exemplo foi escrito e apagado uma série de vezes.

É que escrever sobre o Projeto Curricular de Grupo (PCG) por si só já não é consensual, afirmar que nunca o tinha pronto em Setembro propositadamente ainda menos consensual é.

Ora, vamos por partes.

O que é o Projecto Curricular de Grupo?

Entende-se por projeto curricular de grupo, por muitos designado por projeto curricular de sala (eu optei pela designação referida nas OCEPE), o documento onde o educador caracteriza o seu grupo, explicita as suas intencionalidades educativas, fundamenta as suas estratégias e metodologias pedagógicas, planeia a sua intervenção e explica de que modo o vai articular com as famílias e com o Projeto Educativo do estabelecimento educativo.

As OCEPE são claras: “A construção e desenvolvimento do currículo e a sua adaptação ao grupo de crianças que, em cada ano, frequenta o jardim de infância inicia-se através da recolha de informação sobre o contexto social e familiar da criança, bem como sobre o processo educativo anteriormente realizado, no jardim de infância, se já o frequentou, ou sobre as experiências de aprendizagem que as crianças vivenciaram no contexto familiar e/ou na creche. Para além da informação sobre o percurso anterior, o/a educador/a observa também cada criança e as suas interações no grupo, para perceber se se sente bem e está integrada e para conhecer os seus saberes e interesses (observando o que a criança faz, como interage, ouvindo o que diz, recolhendo diversos trabalhos que realiza, etc.).”

O que é que Isto Significa para os Profissionais de Educação?

Quer isto dizer que…

  • observar cada criança individualmente e em interação com adultos e pares,
  • recolher informação sobre cada criança e o seu contexto sócio-familiar; 
  • escutar e registar o que se observa sobre o grupo e respetivas interações em pequeno e grande grupo nos diversos contextos educativos

… são condição fundamental para a elaboração de um projeto curricular de grupo coerente e de qualidade.

Posto isto, a minha questão é: Como conseguimos nós no início do mês de Setembro, ou até mesmo no fim (atrevo-me) ter reunida toda a informação necessária e pertinente para a elaboração de um projeto que promova aprendizagens significativas a todo um grupo de crianças?!?

Ao início do mês, ou seja do ano letivo, é impensável e incoerente ter este documento pronto, mesmo quando transitamos com o mesmo grupo de crianças. As entrevistas ou demais documentos administrativos muitas vezes utilizados para a caracterização inicial não definem um grupo. Não definem os seus gostos, as suas dificuldades, as suas motivações!

A caracterização de um grupo vai muito além do número de meninas vs meninos e não são estes dados que vão influenciar a organização da nossa sala, rotina, instrumentos de trabalho, etc.

Nada disto faz sentido numa prática pedagógica que se pretende reflexiva e de resposta às necessidades e interesses de cada criança em particular e de um grupo em geral.

Jamais posso, na  minha opinião, copiar um PCG de um ano para o outro ou ter, em Setembro, os temas e demais projetos pré-definidos para um ano letivo. 

Nem para um mês quanto mais para um ano letivo!

Claro está que este artigo não pretende ser de crítica, mas sim de reflexão.

Posto isto, pensemos todos juntos: como posso em Setembro, seja no início ou no fim,  conhecer “os meus meninos” e as suas famílias de tal forma bem, que posso avançar para um documento oficial cuja finalidade é expressar as aprendizagens que, enquanto profissional, pretendo promover ao longo de um ano letivo?

Cada vez mais colegas me procuram para pedir dicas neste sentido.

Cada vez nos deparamos com pedidos de ajuda nos grupos de educadores de Facebook. 

E nada disto está errado, muito pelo contrário porque pedir ajuda é salutar…eu peço ajuda a toda a hora!

Para Refletir

Então, antes de iniciarmos a elaboração do Projeto Curricular de Grupo sugiro que nos perguntemos:

  • Recolhi a informação necessária para fundamentar as minhas escolhas (organização da sala, ambiente educativo, metodologias, aprendizagens a promover, etc)?
  • Tenho as observações diagnósticas individuais prontas para suportar as minhas decisões pedagógicas? 
  • Com base na observação deste grupo, estou capaz de planear estratégias que visem a promoção de aprendizagens significativas e diversificadas?

Assim que nos sentirmos confiantes com as respostas a estas questões podemos avançar!

E este será um ano letivo espetacular!

Um beijinho,

Vanessa Biléu

P.S.

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